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6 de nov de 2010

05 de Novembro – Dia Nacional do Design

diadesign

Homenagem à todos Desginers Brasileiros…

No dia 19 de outubro de 1998, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, assinou um decreto instituindo o dia 5 de novembro como o Dia Nacional do Design, que começou a vigorar a partir da data de sua publicação no Diário Oficial, o dia 20 de outubro do mesmo ano.

Esta data foi instituída em homenagem a um defensor do design no Brasil, o advogado, artista plástico, designer e planejador brasileiro Aloísio Magalhães, nascido em 5 de novembro de 1927.

Sendo um dos designers mais importantes de sua época, Aloísio desenvolveu projetos conhecidos nacional e internacionalmente, como a identidade visual da Petrobrás (alterada há alguns anos), o desenho das notas do cruzeiro novo e o símbolo do IV Centenário do Rio de Janeiro.

Participou do grupo de vanguarda “O Gráfico Amador” em Recife, na década de 60. Na mesma época, ganhou os principais concursos brasileiros de desenho de símbolos. Em 1962, participou da criação da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) e, em 1980, assumiu a Secretaria de Cultura do MEC.

Alóisio Magalhães sempre defendeu conceitos como a “brasilidade” do design e a recuperação da memória artística e cultural brasileira e foi sem dúvida, uma das figuras mais importantes da história do design brasileiro.

Entre seus trabalhos, o design das notas do cruzeiro novo é um dos mais conhecidos. Aloísio acabou com o conceito de “pé” e “cabeça” do dinheiro, criando uma moeda individualizada e reconhecida como inovadora mundialmente e influenciando todo modo de produção monetário no Brasil desde então.

O design brasileiro e a indústria nacional têm muito a agradecer ao empenho de Aloísio Magalhães, pois foi por esforço dele que hoje podemos identificar um avanço no entendimento do significado do design pelo empresariado. Este entendimento vem se reafirmando pelos resultados vivos obtidos pela indústria nacional através da efetiva inserção do design nos processos produtivos como ferramenta fundamental no desenvolvimento de seus produtos e, pela sensível percepção dos resultados traduzidos na rentabilidade da produção, na racionalização de processos, na melhor adequadação de materiais e na preocupação com o impacto dos produtos no meio ambiente.
A mistura de todos estes fatores remete a uma produção caracterizada pelos diferenciais necessários para o aprimoramento do padrão de qualidade do produto nacional e para o bom desempenho na sua comercialização nos mercados interno e externo.

A busca pela “brasilidade” nos produtos como identidade começou com a visão futurista do designer Aloísio Magalhães e vem se reafirmando a cada dia através do esforço dos profissionais de design e do bom entendimento da indústria.

Confira, abaixo, o decreto que instituiu o Dia Nacional do Design:

DECRETO DE 19 DE OUTUBRO DE 1998

Institui o “Dia Nacional do Design”, e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição, DECRETA:
Art 1º Fica instituído o “Dia Nacional do Design “, que será comemorado no dia cinco de novembro de cada ano.
Art 2º Caberá ao Comitê Executivo do Programa Brasileiro do Design - PBD a coordenação das atividades relacionadas à comemoração do “Dia Nacional do Design”.
Art 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

fonte: realdesignez.alojagratis.org

Quem foi Aloíso Magalhães (1927-1982)

Escrito por: Luiz Vidal Negreiros Gomes

Aloísio Magalhães (05/11/1927—13/06/1982), Bacharel formado pela Faculdade de Direito de Recife (onde Rio Barbosa também estudou), foi um dos principais artistas gráficos nordestinos, mas, nacionalmente reconhecido pelo seu papel como programador visual, hoje, denominado, no Brasil, de designer gráfico.

É um dos pioneiros na introdução do Design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), Rio de Janeiro, em 1962 e, em 1960, em conjunto com Luiz F. Noronha e Artur L. Pontual, o escritório M+N+P, hoje, PVDI — Programação Visual Desenho Industrial.

Nascido no Recife, em 1927, ingressou na Faculdade de Direito desta cidade em 1946. A partir de 1950, participa do Teatro do Estudante de Pernambuco, dirigindo o seu Departamento de Teatro de Bonecos e é um dos fundadores das Edições TEP, embrião do Gráfico Amador. Em 1949, participa do IV Salão de Arte Moderna do Recife. Dois  anos mais tarde, recebe bolsa de estudos do governo francês para curso de Museologia no Louvre. Em 1953, já de volta de Paris, participa da II Bienal de São Paulo com duas pinturas.

Em 1954, fundou, no Recife, o Gráfico Amador, mistura de atelier tipográfico e editora, com Gastão de Hollanda, Orlando da Costa Ferreira e José Laurênio de Mello. As experiências com desenho e artes gráficas realizadas no Gráfico Amador são consideradas, até hoje, arrojadas e autênticas. Expôs seus trabalhos no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Ministério da Educação e Cultura e na III Bienal de São Paulo.

Aloísio foi também Secretário Geral do Ministério da Educação e da Cultura, diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e esteve sempre ligado a questões da cultura brasileira.

Em 1965, desenhou o primeiro símbolo da TV Globo, uma estrela de quatro pontas. Ao lado de Joaquim Redig e de Rafael Rodrigues projetou a identidade visual da Petrobrás, do IV Centenário do Rio de Janeiro. Foi responsável pelo projeto e desenho gráfico das notas do cruzeiro novo (moeda adotada no país, a partir de 1969, pelo Banco Central do Brasil). E, em 1978, projetou o desenho para o papel-moeda incorporando as suas pesquisas formais com os cartemas.

Aloísio, dessa feita, continuou  contribuindo para a remodelação do padrão monetário brasileiro, sendo desta vez necessário estabelecer um sistema complexo de criação, englobando desde a escolha do temário a ser utilizado a definições importantes quanto ao uso da  tecnologia disponível, visando conquistar para o país a autonomia na produção de cédulas e de moedas (http://www.mamam.art.br).

Em 1982, desenha sua última série de litografias impressas a partir de ilustrações em preto e branco de Olinda, todas feitas a mão, enquanto se preparava para defender a inscrição da cidade na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, em Paris.  Participa, em junho, de uma reunião de Ministros da Cultura dos países de língua latina, em Veneza. Após ser eleito presidente do encontro, Aloísio faz seu último pronunciamento — uma defesa apaixonada e veemente das questões prementes da nossa sociedade em oposição àqueles habituados a tratar a cultura exclusivamente por sua vertente culta. Logo após, sofre violento derrame cerebral. Às pressas, é conduzido para Pádua, onde vem a falecer na madrugada de 13 de junho de 1982, quando tomava posse como presidente da Reunião de Ministros da Cultura dos Países Latinos.

Após sua morte foi editado o livro E Triunfo? registrando seu pensamento e sua ação à frente dos organismos federais de proteção á Cultura nacional. Por ser considerado um dos mais importantes figuras do Desenho brasileiro do SÉCULO XX, é considerado o Patrono do Design.

Texto retirado do blog www.desenhantes.wordpress.com




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